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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Seção toca Raul - Come on let's go - Ritchie Valens

Hoje voltamos com a seção toca Raul versão 2011 com um dos caras que mesmo muito jovem, deixou grandes canções para todos nós.

Ricardo Esteban Valenzuela Reyes, ou simplesmente Ritchie Valens, nasceu em Los Angeles e fez sucesso muito cedo. Decendente de mexicanos, Valens introduziu ao rockabilly uma pitada de música latina.

Lançou dois discos de estúdio que imortalizou grandes hits como "La bamba", "Come on let's go", "Donna", dentre outros. Morreu em um fatídico acidente de avião, em 03 de fevereiro de 1959, após apresentação no festival Winter Dance Party, no oeste dos Estados Unidos.

Valens estava de carona no vôo e disputou o último lugar disponível com outra pessoa. Podemos dizer que ganhou no cara-ou-coroa uma passagem para o outro lado da vida.

Além de Valens, estavam no avião, Buddy Holly e Big Bopper, grandes nomes da década de cinquenta. A data do acidente ficou conhecida como "o dia que o rock morreu".

Falaremos agora do hit "Come on let's go". Música gravada em julho de 1958, mostra uma mistura do ritmo quente latino-americano e o som que estava nascendo naquela época, o rockabilly.

No filme "la bamba" que conta a história de vida do músico, em uma das cenas do filme mostra a gravação da música. Richie Valens canta, segundo o filme, sessenta vezes a mesma música para enfim completar a gravação.

Segue trecho do filme aonde Valens grava "Come on let's go".



Por Diogo Vasconcelos

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Seção toca Raul! Help! The Beatles.

Hoje a seção toca raul volta a ter o enorme prazer de ter mais uma música dos Beatles.

A música foi lançada em 1965 no álbum que batizado com o nome da música. O álbum Help! permaneceu durante 11 semanas no top das paradas inglesas.

De autoria de John Lennon e Paul McCartney, a canção foi gravada em abril de 1965 e é cantado por John Lennon com Paul e George nos vocais.

A letra também é interessante e fala de uma mudança de comportamento de alguém que quando jovem era destemido e não precisava da ajuda de ninguém mais que em um certo momento percebe que precisa desesperadamente da ajuda de um "alguém". Um pouco de romantismo e um ritmo acelerado, backing vocals muito interessantes e um refrão que não sai da cabeça.

É incontestável a capacidade do Fab four para compor grandes hits. Help! também foi nome do sucessor do filme A Hard days night lançado em 1965.



Por Diogo Vasconcelos

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Seção toca Raul! Oh! Pretty woman - Roy Orbison

Certamente Roy Orbison está listado dos pioneiros do rock and roll. Até porque gravou seu primeiro sucesso no berço do estilo, o estúdio de Sam Phillips, de onde nasceu Elvis Presley, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis, dentre outros, nos primórdios dos anos 50.

Sujeito pacato, tímido, porém talentoso e genial, deixou como legado grandes baladas que permanecerão para sempre em nossas memórias. "In dreams", "Blue angel", "Dream baby", e "Oh! Pretty Woman" música que conseguiu o feito de alcançar o primeiro lugar na Inglaterra , berço da Beatlemania, em pleno período de maior sucesso do Fab four (assumidamente fãs de Orbison).

Dono de uma voz única, Orbison conseguia tocar o coração de seus fãs com um romantismo único e inconfundível. Grande fã do cantor e compositor de blues, Don Gibson, Roy Orbison gravou sucessos como "I can's stop loving you" e "To soon to know".

Em 1987, ganhou a honra de entrar no Rock and Roll Hall of fame, aonde cantou seu maior sucesso acompanhado de Bruce Springsteen.

E para começar bem o mês de setembro, vamos de Oh! Pretty Woman, grande sucesso de Roy Orbison.



Por Diogo Vasconcelos

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Seção toca Raul! Born to be Wild-Steppenwolf

Com certeza esse é o hino dos motoqueiros.

Quando os motores começam a "roncar" quem não se imagina montado em uma bela Harley Davidson viajando rumo ao horizonte?

E realmente foi um cartaz de uma suposta Harley Davidson emergindo do solo que inspirou a música escrita por Dennis EdMonton (Mars Bonfire) em 1968, ainda tocando na banda The Sparrow, que posteriormente tornaria-se o Steppenwolf.

A música foi parte da trilha sonora do filme "Sem destino (Easy rider)" de 1969. O filme mostra a contra cultura dos anos 60 regado a sexo, drogas e política sobre duas rodas. O longa metragem foi premiado como melhor roteiro do ano em que foi lançado.

Mas vou deixar este assunto do filme para outro post.

É incrível como a música se tornou um hit da banda. Posso ousar dizer que existem roqueiros que não conheçam o Steppenwolf, mas não que não conheça Born to be Wild. Essa tradução vale a pena ser postada!

Confira na rádio do blog um cover deste super clássico.

NASCIDO PARA SER SELVAGEM
(Mars Bonfire)

Deixe seu motor funcionando
Dirija-se para a auto-estrada
Em busca de aventura
Não importa o que apareça em nosso caminho
Sim, querida, faça isso acontecer
Pegue o mundo num abraço carinhoso
Dispare todas as suas armas ao mesmo tempo
E exploda espaço afora

Eu gosto de fumaça e relâmpago
O estrondo do trovão correndo com o vento
E o sentimento que ele provoca em mim
Sim, querida, faça isso acontecer
Pegue o mundo num abraço carinhoso
Dispare todas as suas armas ao mesmo tempo
E exploda espaço afora

Como um verdadeiro filho da natureza
Nós nascemos
Nascemos para ser selvagens
Podemos escalar tão alto
Eu nunca quero morrer
Nascido para ser selvagem
Nascido para ser selvagem

Por Diogo Vasconcelos

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Seção toca Raul! Minha fama de mau - Erasmo Carlos

Hoje a seção toca Raul vamos viajar até a Jovem Guarda e mostrar um grande rock and roll que sacudiu as baladas da época.
Justificar
"Minha fama de mau" de Erasmo Carlos mostra que a jovem guarda realmente abalou as estruturas de uma época. Rock and Roll da melhor qualidade com guitarras frenéticas no melhor estilo Chuck Berry.

Vou postar abaixo o vídeo da apresentação de Erasmo no Altas Horas em junho de 2010, onde comemorava 69 anos de vida tocando seus maiores sucessos com vários artistas convidados como Luiz Melodia, Vanderléa, Paula Tóller, Bethânia, dentre outros.

Com uma banda formada por vários jovens músicos, Erasmo mostra toda sua categoria cantando com Luiz Melodia.



Por Diogo Vasconcelos

terça-feira, 22 de junho de 2010

Seção toca Raul! Break on through - The doors

Música lançada no álbum de estréia da banda, gravado em 1966. A canção foi lançada como single em 1967 porém não teve grande sucesso na época.

Como a maior parte das composições de Morrison, a letra fala sobre "atravessar para o outro lado" além de falar também de garotas. Seria essa travessia a passagem entre a vida e a morte?

Morrison tornou-se um mito, um sexy simbol, o poeta do rock. Em julho de 1971, Jim Morrison foi encontrado morto por sua namorada, em um hotel em Paris. Como suas poesias e suas letras cheias de mistério, a morte do cantor também deixou muitas perguntas, que até hoje não foram esclarecidas, e provavelmente será para sempre um mistério.

Um ponto a ser destacado é que já em 1966, Morrison e Manzarek desenvolveram um vídeo promocional para o single, o que podemos considerar um avanço no que diz respeito aos vídeos musicais.

A banda ganhou maior repercusão na época após tocar ao vivo no programa do famoso apresentador Ed Sullivan. Apresentar-se no programa "The Ed Sullivan Show" era um grande passo rumo ao sucesso devido a grande audiência do programa, responsável também por impulsionar a carreira de artistas como Elvis Presley, Beatles, Jerry Lewis, Johnny Cash, Bill Haley, enfim, todos os artistas bem sucedidos em décadas.

Fato curioso é que para tocar "light of fire" ao vivo, a banda foi obrigada a trocar a frase "girl we couldn't get much higher" que era imprópria para o programa. Porém na apresentação, Jim Morrison cantou o refrão original. A banda foi então informada que nunca mais poderia se apresentar no programa além de após esse epsódio, que não pode ser editado pois o programa era ao vivo, resultar no fim do programa do apresentador.

Break on through traz o vocal nostálgico de Morrison e o ritmo que marcou a banda, além de Manzarek fazendo as linhas de piano e baixo (uma vez que tocavam sem um baixista ao vivo) e Krieger como guitarrista.



Por Diogo Vasconcelos

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Seção toca Raul! Tutti Fruit - Little Richards

Apesar de ter feito sucesso na voz de Elvis Presley, tutti fruit é de autoria do cantor, pianista e compositor Little Richards. A música foi lançada em 1955 e foi sucesso instantâneo.

Sendo também um dos desbravadores do genero, Richards promovia em sua música uma mistura de boogie-woogie, Rhythm & Blues e música gospel, a base do que veio a se tornar o rock and roll.

Dos primórdios do rock and roll, Little Richards era o vocalista mais virtuoso com suas vocalizações improvisadas e seus falsetes.É fácil encontrar grandes vocalistas que foram influenciados pelo seu estilo.

Como a maioria das grandes estrelas do estilo, Richards também teve vários problemas dede sua infância: o elacionamento com seu pai e sofria com a gozação de seus irmãos devido a sua sensibilidade atipica. Além disso sofria com a discriminação da época devido a raça e tinha um problema motor que atrapalhava sua locomoção.

Uma curiosidade é que Jimi Hendrix, ainda desconhecido, foi guitarrista de Little Richards. Até então algo normal porém devido ao seu virtuosismo, o guitarrista foi dispensado por Richards que procurava alguém mais tradicional (Se era pra ser tradicional realmente Hendrix não era a pessoa indicada!).

Voltando a falar sobre o tema dessa seção, vamos à música!

Tutti fruit mostra o ritmo quente de Richards. A levada acelerada no piano e os falsetes são marca registrada na canção.



Por Diogo Vasconcelos

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Seção toca Raul! Não pare na pista-Raul Seixas!

Seria Raul o representante do rei do rock no Brasil? Talvez, levando em conta que Raul foi um ícone do estilo no país, sua vida conturbada, e seu rock and roll afiado podemos considerar que sim.

Bahiano, canceriano, filósofo, compositor, produtor e um artista incontestável, Raul nasceu em 1945 na cidade de Salvador, Estado da Bahia. Fortemente influenciado por Elvis Presley (de quem era presidente do fã club na Bahia), Chuck Berry e outros propulsores do rock and roll.

Em 1967, Raul Seixas lança no Brasil seu disco de estréia com sua banda Raulzito e Os Panteras, mas foi em 1973 com “Krig-há, Bandolo!” que Raul passou a construir uma filosofia e uma imagem que o tornaria uma lenda no cenário do rock nacional.

O álbum citado acima trazia em seu tracklist, músicas que tornaram-se hits na carreira do bom bahiano. Ouro de tolo, mosca na sopa e metamorfose ambulante foram lançadas nesse álbum que estabeleceu a parceria bem sucedida entre Raul e o escritor Paulo Coelho.

Como todo bom louco, ou maluco como diria o próprio Mr. Seixas, em plena ditadura militar, passou a fazer parte de seus shows a música “sociedade alternativa” , onde pregava uma nova forma de vida em sociedade. A música é baseada na teoria ocultista de Aleister Crowley (aquele mesmo da música de Ozzy Osbourne, Mr. Crowley).

Essa atitude rendeu a Raul, em 1974, uma seção de tortura e exílio para os Estados Unidos. Mas como de todo mau tira-se algo bom, Raul conheceu a lenda John Lennon e lançou no ano seguinte o álbum “Gita”.

Raul Seixas ainda lançou mais 3 álbuns antes de sua morte em 21 de janeiro de 1989 (justamente no dia do meu aniversário!) após ter vários problemas em decorrência do alcoolismo e agravados por ser diabético.

Como essa seção foi batizada com o nome do grão mestre, não poderia faltar uma canção do maluco beleza: “Não pare na pista” demonstra bem o espírito do ídolo, a irreverência e sua musicalidade.

Abaixo “Não pare na pista” por R’ROS em homenagem a Raul Seixas.

Por Diogo Vasconcelos

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Seção toca Raul! Rock around the clock - Bill Haley

Bill Haley foi um dos primeiros brancos a implacar no ritmo que surgiu na década de 50.

Já em 1953 o cantor fazia sucesso com músicas como "Crazy Man Crazy" e "Rock the joint" mas com certeza foi com "rock around the clock" que ele ficaria conhecido como responsável pelo primeiro grande hit popular do jovem rock and roll.

A música foi gravada por Bill Haley and the comets em abril de 1954 e estourou graças a participação na trilha sonora do filme "Sementes da violência" (Blackboard Jungle), consolidando uma geração movida a rock and roll.

Em 1955 a música, devido ao grande sucesso após o filme, foi lançada como single pela gravadora Decca, chegando assim a todas as partes do mundo.

No ano seguinte outro filme foi lançado com rock around the clock como parte da trilha sonora. Ao balanço das horas (Rock around the clock) conta a história de um produtor e um músico que, após algums insucessos, se deparam com um ritmo novo. É a história dos primórdios do rock and roll.

Estima-se que o "rock around the clock" teve a maior vendagem da história dos singles de rock com 25 milhões de cópias. Esse sucesso influenciou o que se viu desde então no gênero. Artistas como Elvis Presley, Little Richards e Chuck Berry, surgiram nos anos seguintes continuando o legado de "Rock around the clock".

A música em si fala sobre uma festa de regada a rock que acontece conforme as horas passam, convidando as pessoas a dançar e se divertir.

O ritmo da bateria e a linha de baixo mostram bem a origem do rock and roll. Clean guitars e metais completam o instrumental enquanto o vocal segue o ritmo com frases bem marcadas.

Apesar do sucesso de suas músicas, Bill Haley, devido ao seu porte físico e sua idade (ele era gordinho, baixinho e tinha 30 anos quando passou a fazer sucesso) acabou passando o posto de símbolo do rock para Elvis Presley, que posteriormente se consagraria o Rei do Rock.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Seção toca Raul! Johnny B. Goode - Chuck Berry

Ontem estava eu ensaiando em casa uma canção do grande mestre da guitarra Chuck Berry. A música era Johnny B. Goode e até então, não havia prestado tanta atenção na letra da música como desta vez.

Falando um pouco da história desta canção, ela foi escrita por Berry em 1955 e lançada três anos
após, tornando-se muito popular na década de 50. Posteriormente interpretada por Elvis Presley e até lançada em um álbum ao vivo do mesmo.

Além de Elvis, os Beatles também gravaram uma versão da música na apresentação que se tornaria o álbum Live at BBC da banda. A canção também fez parte da trilha sonora do filme de volta para o futuro em 1985, quando o personagem Marty McFly estava tocando em um baile no ano de 1955 (ano do lançamento da música) até que o primo de Chuck, Marvin Berry, aparece na cena ligando para Berry falando que havia encontrado a música que ele estava procurando.

Segue abaixo a tradução na integra da canção. A história é muito interessante e vale a pena conferir.

Bem no sul da louisiana, perto de nova orleans
Em meio a uma floresta entre árvores sempre verdes
Ficava uma velha cabana feita de terra e madeira
Onde vivia um caipira chamado johnny b. goode
Que nunca havia aprendido a ler ou escrever muito bem
Mas ele conseguia tocar uma guitarra como se estivesse tocando uma campainha

Vai, vai. vai johnny, vai, vai, vai
Johnny b. goode

Ele costumava carregar sua guitarra num saco de pano
E ia sentar-se debaixo de uma árvore perto dos trilhos da ferrovia
Os engenheiros o iriam ver sentado na sombra
Tocando acompanhando o ritmo que os motoristas faziam
Pessoas que passassem por perto parariam e diriam
Nossa, mas esse caipirinha sabe tocar

Vai, vai. vai johnny, vai, vai, vai
Johnny b. goode

Sua mãe disse a ele "um dia você será um homem
E será o líder de uma grande banda
Muitas pessoas virão de milhas de distância ao redor
Para ouví-lo tocar sua música até o sol se puser
Talvez um dia seu nome estará em letreiros luminosos
Dizendo "johnny b. goode hoje a noite"

Realmente Johnny B. Goode existiu! Chuck Berry fez a música para seu parceiro Johnnie Johnson, pianista que teve uma importancia enorme nos primórdios do Rock. Johnnie Johnson trabalhou duas décadas com Berry, inslusive muitas das frases de guitarra imortalizadas pelo guitarrista eram feitas po Johnson no piano e transcritas para instrumento.

Infelizmente o pianista morreu em 13/04/2004 porém deixou seu nome marcado na história.

Chuck Berry tem hoje 84 anos e continua fazendo shows pelo mundo. Ontem (13/05/2010) oguitarrista fez mais uma apresentação no Brasil, encerrando a mini-turnê em nosso país (dia 12/05/2010 tocou no Rio de Janeiro) acompanhado de seu filho, também guitarrista.

O "Pai do rock" apesar de toda a idade continua mostrando a essência do rock and roll que ele mesmo ajudou a criar.

Por Diogo Vasconcelos

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Seção toca Raul - A Hard day's night

Compositor: Lennon / Mc Cartney

Música tema do 3º álbum dos Beatles lançado em 1964. Também foi título do filme lançado no mesmo ano (lançado no Brasil sob o título "Os reis do iê, iê, iê!") mostrava a história de uma banda que tentava se proteger de fãs "super atenciosos", que na realidade contava um pouco da rotina do Fab Four inglês.

O título foi sugerido pelo baterista Ringo Star após um cansativo dia de trabalho da banda. A música fala em sua letra de como é bom após um dia de trabalho exaustivo e encontrar alguém que te faça bem, lhe traga bons momentos.

Os Beatles são considerados por muitos a maior banda da história com mais de 1,5 bilhões de discos vendidos. O estilo, a postura e o ritmo dançante da banda chocou gerações e influenciou o mundo da música em geral.

Hard day's night ficou em 1º Lugar na parada Britânica durante 21 semanas e 14 semanas na parada norte americana.

Você poderá conferir essa música no playlist old school na rádio do blog.


Por Diogo Vasconcelos

terça-feira, 20 de abril de 2010

Seção toca raul - Folsom prision Blues

Seção criada para postagem de grandes clássicos de ícones da música.

Disco Clássico: Johnny Cash at Folsom prision, o dia em que um fora da lei se rendeu aos condenados.

“Hello, I’m Johnny Cash”. Com essa frase, em 13 de janeiro de 1968, Johnny Cash dava início a uma gravação histórica: o disco ao vivo Johnny Cash At Folsom Prison. Poderia ser apenas mais um disco ao vivo, gravado em um show comum, no qual a plateia vai até o artista. Não no caso de Cash.

Talvez a parte mais incrível desta história seja a sensibilidade de Cash, que em vez de esperar pela sua plateia, foi até ela na prisão Folsom Prison. Mas antes de falarmos daquela noite, é bom lembrar como essa prisão entrou na vida de Cash.

Nos anos 60, enquanto servia a Força Aérea, Johnny Cash assistiu Inside The Walls of Folsom Prison, filme de 1951 sobre a famosa prisão e, inspirado no filme, compôs o clássico Folsom Prison Blues. Lançada em dezembro de 1955, a canção estourou e, em 1966, Cash apresentou a música na prisão de Folsom.

Apesar dos inúmeros problemas que teve, principalmente com drogas, Cash passou pouco tempo preso. Na verdade, apenas uma noite. Mas os presos se identificavam cada vez mais com as canções daquele cowboy fora da lei, o que foi uma surpresa para ele.

Por isso, ele voltou ao local em janeiro de 1968, contra a vontade da gravadora Columbia que achava a ideia inovadora demais para o conservadorismo norte-americano, para, dessa vez, gravar um disco, com o qual recuperou a popularidade, recuperando seu papel de trovador e tornando-se uma espécie de advogado dos prisioneiros.

“Eu não fui até lá pensando que seria uma cruzada. (…) Apenas não acho que as cadeias funcionam… Nada de bom nunca saiu de uma prisão”, sentenciava Cash.

O disco Johnny Cash At Folsom Prison começa com a clássica Folsom Prison Blues, que fala das advertências de sua mãe para ser sempre um bom garoto, e outros detalhes, como o trem passando, a ausência do sol, a indignação de viver enjaulado enquanto ricos bebem café e fumam seus charutos. Um dos versos mais famosos da canção é: But I shot a man in Reno / Just to watch him die”.

Disponível em: http://palcoalternativo.wordpress.com/tag/folsom-prison/

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